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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Strigiformes
Família: Strigidae
 Leach, 1820
Espécie: S. virgata

Nome Científico

Strix virgata
(Cassin, 1849)

Nome em Inglês

Mottled Owl


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Coruja-do-mato

A coruja-do-mato é uma ave strigiforme da família Strigidae. Também conhecida como coruja-de-bigodes e mocho-carijó.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) strix = coruja, corujinha; e do (latim) virgata, virga = listrada, com listras, listra. ⇒ Coruja listrada.

Características

Tem entre 33 a 41 cm (macho) e 32 a 38 cm (fêmea), e pode pesar 220 a 350 g (macho) e 308 a 370g (fêmea). Possui plumagem estriada nas partes inferiores e não tem orelhas (tufos). A borda do disco facial branca ou bege clara se une ao espesso supercílio, que forma um “V” na testa. Olhos marrom-escuros. Tarsos emplumandos.

Voz: Sequencia de volume ascendente/descendente, grave e ressonante, com cinco a seis notas emitidas em intervalos regulares, as duas notas centrais mais fortes, as últimas notas bem mais fracas “whow-whow-whóów-whóów…”. Frase repetida em intervalos de alguns segundos. Um gemido ligeiro e suave “whoúuo”.

Alimentação

A alimentação é variada, composta de insetos maiores, como besouros e gafanhotos, a pequenos mamíferos, morcegos, pequenos répteis, incluindo cobras venenosas, anfíbios e provavelmente aves. Sua visão aguçada, com olhos voltados para frente, e a capacidade de girar a cabeça em um ângulo de até 270°, a torna uma caçadora implacável. As corujas, notadamente uma espécie tão comum quanto a coruja-do-mato, desempenham juntamente com outros predadores a importante função de manter as populações de suas presas sob controle. Com relação às populações urbanas de corujas, sua atividade de caça é diretamente benéfica para as pessoas, ajudando a controlar as populações de insetos e ratos. O fato de caçarem à noite, possibilita, por exemplo, consumirem cobras venenosas como jararacas e cascavéis.

Reprodução

Os ninhos são feitos geralmente em ocos de árvores vivas ou em palmeiras, podendo ocupar também ninhos abandonados de outras aves, onde põe 1 ou 2 ovos.

Até 21/04/18 só houveram poucos registro de filhotes aqui no wikiaves, nos meses de setembro, dezembro e janeiro, e nenhum registro de ninho ainda. Os registros existentes no site sugerem que o periodo reprodutivo da espécie seja entre a primavera e verão.

Hábitos

Espécie estritamente noturna que começa sua atividade ao entardecer. Ocupa o nível médio e o dossel da mata. Forrageia ao longo da borda da mata, capturando as presas a partir do poleiro. Provavelmente captura insetos em voo. Nas horas mais quentes do dia pousa em poleiros a cerca de dois metros de altura. Embora seja considerada uma espécie bastante vocal, costuma não responder ao playback prontamente. Geralmente se aproxima calada e só começa a cantar depois de algum tempo. podendo então permanecer vocalizando por vários minutos. A grande variedade de habitats que consegue ocupar explica a ampla distribuição da espécie, que vive desde as florestas altas e fechadas até as áreas abertas com árvores esparsas, bem como em plantações de cacau e café, e mesmo dentro de cidades.

Subespécies

Existem 7 subespécies reconhecidas: (Subespécie brasileira esta marcada com asterisco. Obs: N: Norte, S: Sul, L: Leste; O: Oeste; C: Centro; NE: Nordeste; NO: Noroeste)

*squamulata (Bonaparte, 1850) - W México (Sonora de Guerrero e Morelos para Guanajuato).

*tamaulipensis Phillips, 1911 - NE México (S Nuevo León e Tamaulipas).

*centralis (Griscom, 1929) - E & S México para W Panamá.

*virgata (Cassin, 1849) - E Panamá, Colômbia, Equador, Venezuela e Trinidad.

*macconnelli (Chubb, 1916) - as Guianas.

*superciliaris (Pelzeln, 1863) - NC & NE do Brasil.

Canto (Strix virgata superciliaris)

Strix virgata superciliaris
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WA330994


*borelliana (W. Bertoni, 1901) - SE, Brasil, Paraguai e E NE Argentina (Misiones).

Canto (Strix virgata borelliana)

Strix virgata borelliana
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WA731598

Chamado (Strix virgata borelliana)

Strix virgata borelliana
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WA325298

Distribuição Geográfica

Ocorre desde o México, por toda a América Central, norte da América do Sul até o NE da Argentina e L do Paraguai. Em todas as regiões do Brasil. Do nível do mar até 3700 m de altitude.

Subespécies

Referências

Galeria de Fotos